Biografia


Carlos Henrique Focesi Sampaio nasceu no dia 31 de março de 1963, na cidade de Campinas (SP). Foi, por duas vezes, Líder do PSDB na Câmara dos Deputados (2013 e 2015). É Vice-Presidente Nacional do PSDB. De 1964 a 1975, emresized_Carlos Sampaio 2013 H função da profissão de seu pai, promotor de Justiça, morou em diversas cidades do Interior de São Paulo: 1965, em José Bonifácio; 1966, em Santa Fé do Sul; 1967 e 1968, em Tambaú; 1969 e 1970, em Santa Adélia, onde iniciou seus estudos no Grupo Escolar Dr. Luiz Dumont; 1971, em Catanduva, onde estudou no Colégio Nossa Senhora do Calvário, conhecido como Colegião; 1972, em Osasco, onde estudou no Centro Educacional Bradesco, localizado na Cidade de Deus, local esse em que sua mãe, Marysa, era orientadora educacional. Em julho de 1974, Carlos Sampaio voltou para sua cidade natal, Campinas. Estudou no renomado Colégio Culto à Ciência, escola estadual na qual seu bisavô Benedito Sampaio, seu avô Francisco Ribeiro Sampaio e sua tia-avó Quinita Sampaio Serrano foram professores. Ainda no ano de 1974, foi para o Colégio Pio XII, onde estudou até o 3º Colegial. Nesse mesmo ano, começou, também, a se dedicar, de forma mais efetiva, aos esportes. Integrou a equipe de ginástica olímpica do Tênis Clube de Campinas dos 11 aos 13 anos; foi armador do time de basquete desse mesmo clube, dos 13 aos 15 anos.Aos 16 anos, começou na capoeira, esporte que praticou até os 21 anos. Em 1980, aos 17 anos, ingressou na Faculdade de Direito da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e iniciou seu estágio junto ao Departamento Jurídico do Banco Bradesco, sob a orientação do Dr. Borghi. Em 1981, aos 18 anos, quando cursava o segundo ano da faculdade, é chamado para servir o Exército, integrando o 28º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB), hoje denominado 28º Batalhão de Infantaria Leve (BIL), tendo lá permanecido por um ano, sob o comando dos capitães Modesto e Sakamoto. Em 1985, no segundo semestre do quinto ano, decidiu preparar-se para a carreira de promotor de Justiça, profissão que escolheu. Para tanto, frequentou o curso do professor Damásio Evangelista de Jesus, preparatório para ingresso nas carreiras jurídicas. Em 1987, aos 23 anos de idade, é aprovado, em sétimo lugar, no concurso público para promotor de Justiça no Estado de Minas Gerais. Inicialmente, atuou como promotor substituto em Belo Horizonte. Em seguida, se tornou titular na cidade de Cabo Verde, onde acumulou as funções de promotor criminal, cível e trabalhista. Em janeiro de 1988, é aprovado, em quinto lugar, no concurso público para promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, tendo neste mesmo ano atuado como promotor substituto em Jundiaí, Cajamar e Franco da Rocha. Nesse período, foi promotor cível e criminal, da Infância e Juventude, de Defesa do Consumidor, de Defesa do Meio Ambiente e de Defesa das Pessoas Portadoras de Deficiência. A partir de 1991, começou a atuar, exclusivamente, na área criminal, tendo sido promotor-corregedor da Polícia de Campinas, professor de Direito Processual Penal e promotor titular do Tribunal do Júri de Campinas.

TRAJETÓRIA POLÍTICA

Carlos Sampaio e Magalhães Teixeira 3 É convidado para integrar o PSDB pelo prefeito José Roberto Magalhães Teixeira (foto). Em 1992, é eleito vereador, com a sétima maior votação do município de Campinas. 1996 - Torna-se o primeiro secretário para Assuntos de Segurança Pública de Campinas, ocasião em que criou, por lei, a Guarda Municipal (GM). 1997 – Assume o cargo de deputado estadual e preside a CPI da Favela Naval. 1998 - É eleito deputado estadual para o mandato 1999-2002. 2002 - É eleito deputado federal para o mandato 2003-2006, com 161.000 votos. 2006 - É reeleito deputado federal para o mandato 2007-2010, com 240.000 votos. 2010 - Pela terceira vez é eleito deputado federal, para o mandato 2011-2014. 2014 - É reeleito para o quarto mandato consecutivo (2015-2018) com 295.623 votos, a segunda maior votação do partido no país para o cargo.

PRINCIPAIS AÇÕES

Como deputado estadual:
Foi presidente da CPI da Favela Naval, caso que ganhou repercussão nacional. Assumiu a presidência da Comissão de Segurança Pública. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, ocasião em que, de forma pioneira no país, encaminhou para a Justiça todos os processos existentes (mais de 110) contra deputados estaduais, autorizando o Tribunal de Justiça a levar adiante as acusações contra esses parlamentares. Foi nomeado presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa, tendo sido o autor do processo, por quebra de decoro parlamentar, que acabou por cassar o mandato do então deputado Hanna Garib, acusado de integrar a Máfia dos Fiscais, em São Paulo.
Como deputado federal (1º mandato):
Foi membro titular da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da Comissão de Segurança Pública da Câmara. Como deputado nomeado por seu partido para integrar o Conselho de Ética na Câmara dos Deputados, foi o relator da representação contra o deputado Pedro Corrêa, presidente nacional do Partido Progressista (PP), mais tarde cassado pelo plenário da Câmara por envolvimento no Mensalão. Em 2005, foi escolhido, pela imprensa nacional que cobre a Câmara e o Senado, como um dos 49 parlamentares mais respeitados e preparados do Congresso Nacional. CPI do Mensalão - APROVADAEm 2006, foi indicado subrelator da CPI dos Correios (também conhecida como CPI do Mensalão), responsável por organizar todas as provas existentes contra parlamentares e servidores públicos que, de alguma forma, foram mencionados no esquema de corrupção existente na Empresa de Correios e Telégrafos. Ao final dos trabalhos, o procurador-geral da República, valendo-se dessas provas, denunciou 40 pessoas (ministros e deputados entre elas) por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e peculato, dentre outros ilícitos, no processo nacionalmente conhecido como Caso Mensalão. Ainda em 2006, no mês de julho, foi nomeado subrelator da CPI das Sanguessugas, que investigou o envolvimento de deputados e senadores na fraude para aquisição de ambulâncias através de emendas parlamentares. A atuação de Sampaio foi decisiva para que os demais membros da CPI pedissem, pela primeira vez na história do Congresso, a cassação de 72 parlamentares. Na eleição de outubro daquele mesmo ano, 67 (dentre os 72 parlamentares que a CPI pediu a cassação) não foram reeleitos. Em dezembro de 2006, foi o autor do mandado de segurança contra o aumento de 91% dos salários dos deputados, autorizado pelo presidente da Câmara. Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar ao mandado de Sampaio, suspendendo o referido aumento.
Como deputado federal (2º mandato):
Foi vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor. No biênio 2007-2008, foi ouvidor-geral da Câmara, sendo que, no ano seguinte, em razão de sua atuação, foi colaborador do professor Rubens Lira na redação do Livro “Ouvidorias Públicas do Brasil”, ao redigir o capítulo dedicado ao tema Ouvidoria Parlamentar. Em 2009, foi escolhido pelo DIAP um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Integrou o grupo de trabalho que promoveu a reformulação do Código de Processo Penal. Foi indicado como membro titular da CPI dos Presídios, que impôs aos governos estaduais e federal uma série de obrigações. Em junho de 2009, foi nomeado, pelo presidente da Câmara dos Deputados, para o cargo de procurador de Integração e Cidadania, função essa que, dentre suas atividades, tem a missão de garantir uma maior transparência dos atos da Câmara e promover a aproximação do Poder Legislativo com a sociedade, a imprensa e os Poderes Executivo e Judiciário.
Como deputado federal (3º mandato):
Reeleito para o terceiro mandato (2011-2014) de Deputado Federal, com 145.585 votos. Segundo articulista da Revista Veja, foi o único deputado que, no início do ano legislativo, abriu mão do aumento de salário de mais de 65% que os próprios parlamentares aprovaram no final de 2010. Foi indicado, pela segunda vez, procurador de Integração e Cidadania da Câmara. Foi escolhido como relator do caso da deputada federal Jaqueline Roriz, que foi flagrada, em vídeo, recebendo R$ 50 mil do Governo do Distrito Federal. O relatório final foi favorável à cassação do mandato da deputada. Apesar de ter sido aprovado por 11 votos a 3 no Conselho de Ética, o texto acabou sendo, vergonhosamente, derrubado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Assumiu, como membro titular, a Comissão de Defesa do Consumidor. Integra a subcomissão permanente para investigação de denúncias e acompanhamento de operações policiais sobre crime organizado, tráfico de drogas e armas, contrabando, crimes em fronteiras, pirataria, corrupção, lavagem de dinheiro, violência rural e urbana. Integra, como membro titular, a Comissão Especial do Trabalho Terceirizado. Apresentou uma emenda alterando a Constituição com a finalidade de proibir, em todo o país, a construção e instalação de novas usinas que operem com reator nuclear; CPI na Assembleia Legislativa APROVADA Foi escolhido, novamente, pela imprensa nacional, em pesquisa feita pelo Congresso em Foco (site que fiscaliza os atos dos parlamentares), como um dos 25 parlamentares mais respeitados do país. Foi escolhido membro da Comissão Executiva que coordenará os trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto. Em 2013, assumiu a função de Líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, após ser escolhido por unanimidade. Lutou para a derrubada da chamada PEC 37, que limitava o poder de investigação do Ministério Público (MP), e do voto secreto no Congresso. Apresentou projetos de lei que regulamentam dispositivos da chamada Emenda das Domésticas, ampliando os direitos dos trabalhadores dessa categoria e desonerando os empregadores. Apresentou a PEC 269, que acaba com benefícios vitalícios pagos a ex-governadores e ex-prefeitos, como pensão, benefício previdenciário e subsídio mensal. Foi eleito o oitavo parlamentar mais influente e respeitado do Congresso Nacional, em escolha feita pelo Departamento Interssindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Apresentou projeto de lei que aumenta a pena para aqueles que se aproveitam do anonimato proporcionado pelas manifestações para provocar danos ao patrimônio público ou privado. Como relator da Comissão Especial das Medidas Socioeducativas da Câmara Federal, apresentou parecer e projeto de lei com uma série de alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como o aumento da internação para até 8 anos a jovens que praticarem atos infracionais análogos a crimes hediondos, como sequestro e estupro. Foi reeleito, em 5 de outubro de 2014, para o quarto mandato consecutivo na Câmara Federal, com 295.623 votos, a segunda maior votação do partido em todo o País. 2014_12_17 CPMI da Petrobras apresentacao relatorio paralelo 1 Foto Edilson RodriguesAgencia Senado Como membro titular da CPI Mista da Petrobras, apresentou, em 17 de dezembro de 2014, relatório paralelo ao oficial, pedindo o indiciamento da presidente da estatal, Graça Foster, e de mais 59 pessoas mencionadas no escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro na empresa pública e que seja investigada a responsabilidade civil da presidente Dilma Rousseff sobre as irregularidades.
Como deputado federal (4º mandato):
Em fevereiro de 2015, foi eleito, por unanimidade, pela segunda vez, Líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados. Articulou a aprovação da nova CPI da Petrobras, que irá investigar as denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro na estatal que envolvem agentes públicos, empresários e políticos. Em abril, foi um dos primeiros deputados a defender a abertura de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, embasado em análise técnica e jurídica, pela prática das chamadas "pedaladas fiscais" do governo. Apresentou projetos de lei para fortalecer o Pronatec e o Fies e evitar que os estudantes sejam prejudicados por cortes nos orçamentos ou interrupções dos programas provocadas pela falta de planejamento do governo. Em maio, apresentou, ao lado de outros líderes da oposição, representação junto à PGR (Procuradoria-Geral da República) na qual pedem a abertura de investigação contra a presidente Dilma Rousseff pela prática de crimes contra as finanças públicas e de falsidade ideológica. Defendeu e ajudou a aprovar a PEC  171/93, que reduziu de 18 para 16 anos a maioridade penal nos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Em julho, foi eleito vice-presidente jurídico do PSDB, durante a Convenção Nacional do partido, realizada em Brasília. Apresentou nove projetos de combate à corrupção, por sugestão do Ministério Público. Entre eles se destacam o que torna a corrupção crime hediondo, com agravamento da pena, e o que criminaliza a prática de "caixa 2" de campanha. 2016_04_15 Discurso na sessão do impeachment - Foto Alexssandro Loyola Em setembro, lançou, ao lado de outros líderes da oposição na Câmara, o Movimento Suprapartidário Pró-impeachment da presidente Dilma e articulou a reapresentação de um pedido de impedimento da petista assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Em abril de 2016, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. O afastamento da presidente foi aprovado por 367 votos contra 137 e sete abstenções. - Em maio de 2016, foi apontado pelo Instituto Atlas Político, coordenado por professores da Universidade de Harvard, como o melhor deputado federal do Estado de São Paulo e o terceiro deputado federal com melhor desempenho do país. - Foi membro titular da Comissão das 10 Medidas Contra a Corrupção, votando a favor das propostas apresentadas pelo Ministério Público e referendadas por mais de 2 milhões de brasileiros. (Imagens: Alexssandro Loyola, Edilson Rodrigues e Arquivo)